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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Spec Ops: The Line - PC, PS3, Xbox 360 - 2012

"It takes a strong man, to deny what is in front of him"
Eu não sou fã de jogos de guerra, nem jogo muitos, mas este me chamou a atenção por conta da história, e meu Deus, que história!
O game se passa em Dubai, umas das maiores e mais ricas cidades do mundo. Por se localizar em uma região desértica, tempestades de areia começam a afetar a cidade.
Muitos acham que é uma coisa passageira, mas as tempestades começam a se intensificar e logo Dubai perde comunicação com o resto do mundo. O batalhão "Damned 33rd" (Trigésimo terceiro batalhão condenado) estava em uma missão no Afeganistão e se voluntariou a ir até Dubai e ajudar na evacuação da cidade. Suas ordens, porém, eram de abandonar a cidade a sua sorte. O comandante John Konrad se recusa, e com a sua unidade, desertam do EUA e ficam na cidade para ajudar. É óbvio que neste ponto já está tudo um caos, então a 33rd é obrigada a tomar a cidade a força e impor uma lei marcial. Eles tentam evacuar os civis, mas acaba dando tudo errado...

É nesse ponto que assumimos o capitão Martin Walker. Ele é o líder do time Delta que é composto pelo tenente Alphanso Adams e o sargento John Lugo. Sua missão é ir até Dubai, verificar a situação da cidade, confirmar se Konrad está vivo e se na cidade existem sobreviventes, e ai então chamar extração. Walker já serviu em uma missão ao lado do comandante Konrad, e o toma por herói já que o mesmo salvou sua vida uma vez.
 Quando eles chegam na cidade, eles se vêem no meio de uma guerra, entre a 33rd, a CIA; que foi enviada para acabar com a 33rd já que eles são traidores do EUA, e os insurgentes; civis que decidiram agir por conta própria, sem envolvimento americano. Walker, ao invés de abandonar a cidade e reportar a situação, decide ir até o fim, acreditando que Konrad tenha as respostas, e que é nele que eles devem acreditar e apoiar. Porém, é esta decisão de Walker que faz com que tudo vá ladeira a baixo.
Eu gostaria de detalhar mais da história, mas isso seria spoiler, e iria acabar totalmente com o enredo, e esse jogo merece ser jogado e descoberto por conta própria. O que eu posso dizer é que, NADA, absolutamente NADA é o que parece, e você é forçado o jogo inteiro a fazer escolhas que irão afetar diretamente a sua visão sobre o que é uma guerra de verdade. O jogo te faz pensar e repensar as suas atitudes a toda hora, ele humaniza os personagens e te mostra como as coisas são nessas situações. E isso é excelente, porque existem tantos jogos como Call of Duty, Battlefield, Medal of Honor, em que você é um herói e mata a todos achando que está fazendo o certo. Você começa a achar normal atirar em pessoas, e começa a ficar frio nesse tipo de situação. O que Spec Ops faz é chocar o jogador, o trazer a realidade e dizer "Hey, se você acha que guerra e matar pessoas é legal, é bom você repensar sua vida por completo".
Eu até li uma entrevista com o criador do game e ele afirma que a intenção de Spec Ops era chocar o jogador e fazer ele ter nojo de toda e cada ação dos envolvidos numa guerra. A intenção era abrir a mente de muita gente, e pelo menos no meu caso, ele conseguiu.
Spec Ops é um game TPS (Third Person Shooter, ou seja, tiro em terceira pessoa), que segue o mesmo estilo de Gears of War. Cover, atira, anda, cover, atira e repete. O jogo não é tão longo, ele dura mais ou menos 8 horas. Combinando isso ao enredo envolvente, o game não se torna repetitivo, como muitos do gênero. A dificuldade é gradativa, a cada fase aparecem mais e mais inimigos, e a munição é de certa forma escassa. Se você ficar atirando muito a esmo sem acertar ninguém, tenho péssimas notícias pra você. E mesmo que você seja um exímio atirador, o jogo te força a trocar de armas constantemente. Os inimigos aparecem com armas variadas ao longo do jogo, e você precisa ficar trocando de armas pra poder ter munição suficiente para progredir.
Os sons do jogo são muito bons e a trilha sonora é excepcional. É rock o tempo todo, e é uma trilha digna de filmes hollywoodianos. Eu achei genial a sacada de colocarem a Star Spangled Banner (hino dos estados unidos) tocada por Jimi Hendrix logo de cara no jogo. Foi uma ironia ao patriotismo americano, já que no jogo o patriotismo é deixado totalmente de lado, dando lugar ao instinto de sobrevivência dos soldados. Ainda falando sobre sons, temos a dublagem, que é outra coisa excepcional. Ao longo do game, podemos perceber na voz dos personagens o cansaço, a raiva, a frustração, o ódio. É simplesmente brilhante e da uma sensação única de imersão. A melhor comparação é nas batalhas. No começo do game, enquanto estamos em um tiroteio, é comum os protagonistas falarem frases normais, com tons controlados, como "Tango down!", "cover me", "Reloading, give me backup", "target eliminated" e depois, mais pra frente, eles gritarem em tons desesperados e nervosos "Killed that son of a bitch", "Die, motherfucker", "I'm reloading goddammit, get this bastards of my ass!". É notável o estado emocional de cada um, e como eles começam a reagir as situações.
Os gráficos são muito bonitos, a cidade é espetacular mesmo estando coberta de areia e o mais interessante, é como os personagens progridem com isso. Conforme o jogo avança, os soldados começam a ficar cada vez mais e mais machucados. Adams fica manco, Walker tem parte do rosto queimado e etc. Eles tiram todo esse paradigma de soldados perfeitos que destroem exércitos e mal se arranham.
Spec Ops possui diversos finais e escolhas ao longo do game que alteram a sua visão dos acontecimentos. Isso faz com que o jogador termine mais de uma vez e veja mais de um ponto de vista sobre tudo.Mas no final, o veredito é apenas um: O que você denomina por certo, nem sempre é bom.
Junto com o game, pela primeira vez eu vou recomendar um filme, que mostra como é o estado emocional de soldados em zonas de guerra. O filme é "The Hurt Locker" (no Brasil com o nome de "Guerra ao Terror") e conta com o ator que fez o Gavião Arqueiro dos vingadores. É um bom filme que também retrata o sentimento passado por Spec Ops.
Spec Ops é um excelente game e altamente recomendado a todos. Definitivamente se tornou um dos meus games favoritos.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Assassin's Creed - PC, PlayStation 3, Xbox 360 - 2007

"Nothing is true, everything is permitted."
O que dizer deste game, que demorei tanto pra terminar mas que sempre considerei excelente? Também, o que esperar de um game derivado do grandioso Prince of Persia? Enfim, chega de enrolação e vamos ao que interessa.
Assassin's Creed é um game de ação e aventura, com elementos de stealth. O game conta a história de Desmond Miles, um bartender que é sequestrado por uma empresa chamada Abstergo. Essa empresa tem uma máquina chamada Animus, em que ela consegue acessar a memória genética do individuo. Simplificando, ela consegue acessar a vida dos antepassados da pessoa em questão, e Desmond, por incrível que pareça, é descente dos maiores assassinos que já existiram. A Abstergo está atrás de um certo artefato, que um dia esteve nas mãos de seus antepassados, e eles precisam de Desmond para isso.
Sob custódia do Dr. Warren Vidic e da Dra. Lucy Stillman, Desmond é obrigado a entrar na Animus e reviver os passos de seu antepassado. Porém, eles não conseguem acessar a memória específica de que precisam, e para isso, Desmond precisa reviver momentos importantes da vida do antepassado para chegar no ponto que eles precisam. Assim, Desmond assume a vida de Altaïr Ibn-La'Ahad, um assassino da ordem dos assassinos durante o período da terceira cruzada, em 1191. Altair é a grande estrela do game, pois é com ele que você vai passar 98% do jogo.
Altair era o melhor assassino da ordem e por isso foi enviado em uma missão com mais 2 assassinos da ordem para recuperar o artefato das mãos dos templários, que eram os soldados da igreja, encarregados das cruzadas em si. Como Altair era o Chuck Norris da ordem, isso subiu a sua cabeça e ele achava que estava acima da ordem. Por isso, durante a missão, ele quebra as 3 regras da ordem: Nunca mate um inocente; Seja sempre discreto e; Nunca comprometa a irmandade. Altair entra no templo na companhia de Malik e Kadar, 2 irmãos assassinos da ordem. Malik desaprova cada ação de Altair, julgando-o arrogante e prepotente a cada passo dado. Já Kadar possui uma admiração absurda por Altair, devido as suas habilidades.
Dentro do templo, eles encontram Robert De Sablé, um templário importante, e Altair decide enfrentá-lo de peito aberto, ignorando as advertências de Malik. Porém, Altair é derrotado facilmente e, achando que seus irmãos já estavam mortos, ele retorna a Masyaf, onde fica a sede da ordem, para dizer ao Mestre assassino Al Mualim, de que falhou. Quando ele chega e da a noticia, Al Mualim se enfurece com Altair, mas logo em seguida, Malik chega e diz que a missão não foi um fracasso, pois ele sozinho conseguiu recuperar o artefato e escapar dos templários.
Porem, os templários seguiram Malik até Masyaf, e Altair é ordenado de que ajude a derrotar as tropas de Robert.
Assim que o confronto termina, Al Mualim diz que Altair merecia morrer por ter quebrado as regras da ordem, mas lhe da uma segunda chance, um meio de se redimir. Altair é rebaixado ao posto mais baixo entre os assassinos e agora tem a missão de matar 9 homens, que de acordo com Al Mualim, são aliados dos templários e que trazem morte e miséria a população de suas cidades. A cada templário morto, Altair conseguiria restituir seu posto maior como mestre assassino.
Terminando então o enredo básico do game, vamos para como é o jogo. O game possui 6 áreas no total, 3 sendo principais, que são Acre, Damasco e Jerusalem. As outras são Masyaf, o reino e Arsuf, uma cidade que só aparece no final do game. As 3 cidades principais são divididas em 3 distritos: o rico, o pobre, e o de classe média, por assim dizer. Quando se chega em uma cidade pela primeira vez, só um distrito estará aberto, e os outros ficarão disponíveis quando você tiver que retornar para matar outro alvo. Assim que você visitar cada cidade pelo menos uma vez, o fast travel estará disponível. Além disso, é possível andar a cavalo para se locomover de uma cidade para outra.
Para eliminar os alvos, você antes precisa fazer uma investigação sobre seu alvo. Para isso, nós temos mini missões espalhadas pela cidade, em que devemos interrogar pessoas, escutar conversas, roubar documentos ou receber informações de outros membros da ordem. Isso descreve a jogabilidade do jogo inteiro e é justamente esse um dos pontos negativos. A cada novo alvo, os mesmo objetivos são impostos, o que torna o game muito repetitivo e maçante, por mais que a cada alvo morto a história vá se tornando mais interessante, a jogabilidade maçante torna o game menos interessante a cada parte, ainda mais pela dificuldade contínua. A cada alvo morto, as cidades se tornam mais alertas, e quando você cria algum tipo de comoção entre o público, mais soldados irão aparecer. Na última cidade, você tem que enfrentar mais ou menos 15 soldados ao mesmo tempo e isso é muito, mas muito chato.
Nas cidades, além dos objetivos de investigação nós também temos objetivos secundários, como salvar civis de guardas que estão maltratando-as e também temos os viewpoints. Geralmente são lugares altos em que você pode escalar para o assassino ter uma boa visão do lugar e poder descobrir objetivos e atualizar o mapa. E para descer, vem o famoso Leap of Faith (Salto de fé). O assassino salta do ponto mais alto e cai em algum lugar macio, geralmente palha. Isso é uma das coisas mais emocionantes dos AC.
No game existem 5 tipos de armas, os próprios punhos, espada longa, espada curta, adagas de arremesso e a arma que define todo o gênero de AC: a Hidden Blade (Lâmina escondida). Ela é uma pequena faca que fica presa a um mecanismo que fica escondido no braço do assassino. É uma arma letal e muito eficiente, fácil de ser escondida. É a marca registrada do game, sem sombra de dúvida.
Os gráficos do game são simplesmente excelentes, cada paisagem é de tirar o folego. A forma como cada cidade é retratada é muito fiel a época e feita com maestria. Os sons do game são muito bons e a dublagem é boa, EXCETO a voz do Altair. Falta emoção, é uma voz de um soldado morto, não condiz com as palavras e atitudes de Altair. Eu diria que esse é o outro ponto negativo do game, sendo só este e a repetitividade das missões. As músicas do game são épicas, apesar de não aparecem direto.
Eu havia dito que AC é descendente de Prince of Persia, pois bem, AC originalmente era mais um projeto de Prince of Persia, chamado Assassins. Como o game era muito diferente da temática de Prince, eles resolveram lançar como um jogo inteiramente novo. Ótima decisão, na minha opinião.
Assassin's Creed é um excelente game, poderia ser melhor se não fosse a repetitividade, mas se você for um fã ferrenho da série como eu, isso é totalmente irrelevante. Nem é preciso dizer que o game é obrigatório para todos.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Metal Gear Solid 3: Snake Eater - PS2, PS3, X360, N3DS, PSVita - 2004

"After the end of World War II, the world was split into two -- East and West
This marked the beginning of the era called the Cold War"
Preparado para uma verdadeira aula de história? Metal Gear Solid 3 se passa no ano de 1964, em plena guerra fria. Dessa vez controlamos Naked Snake, que viria a se tornar o Big Boss, o maior soldado que já existiu, e vemos como foi o começo de tudo.
Snake tem a missão de se infiltrar na União Soviética para resgatar Sokolov, um cientista russo conhecido por seus projetos com foguetes espaciais, que está envolvido em criação de armas. Snake tem ajuda da The Boss, uma mulher soldado que tem o titulo de maior soldado dos Estados Unidos, e que é a sua mentora.
Quando ele consegue resgatar Sokolov, The Boss aparece e diz que desertou para a União Soviética, junto com seu grupo The Cobras, mais precisamente para a unidade de Volgin, um comandante russo que planeja tomar o poder do país.
The Boss enfrenta Snake e o derruba de uma ponte, fazendo com que ele falhe em sua missão. Um pouco depois, Volgin atira um míssil nuclear em uma instalação próxima.
Este evento, é o determinante para toda a trama do game.
Snake é resgatado e levado para a UTI de volta aos Estados Unidos. Ele fica uma semana desacordado. Durante essa semana, o atual presidente da União Soviética, Khruschev, fica sabendo do míssil disparado na instalação e suspeita que tenha sido um golpe americano. Ele então liga diretamente para o presidente dos Estados Unidos e pede explicações sobre o ocorrido. O presidente nega qualquer envolvimento, apesar de admitir que The Boss tenha desertado para a União Soviética e tenha roubado o míssil nuclear que fora utilizado. Khruschev não acredita no Presidente americano e demanda que ele mesmo limpe a bagunça que fez. Ele demanda que, os EUA se livre da The Boss, de Volgin e de qualquer arma que ele esteja produzindo, como uma prova de que eles não fizeram o ataque e assim evitar que a guerra fria se torne uma guerra nuclear.
Com isso, assim que Snake sai da UTI, ele é mandado de novo para a União Soviética, dessa vez com a missão de resgatar Sokolov, destruir a arma de Volgin que está em produção e por fim, matar The Boss, sua mentora, aquela que ele passou a vida inteira convivendo.
A carga emocional da história de MGS3 é muito grande, e a trama é tão profunda, que para entendê-la completamente é preciso jogar e rejogar o game várias vezes. Eu terminei o game mais de seis vezes, e cada vez que eu jogo descubro mais coisas.
O game é perfeitamente arquitetado entre eventos históricos reais, como a corrida espacial e a guerra de poder da época.
O numero de easter eggs presentes no game também é incontável. Eu nem preciso dizer que não achei todos. Alguns eu só achei nessa ultima vez que joguei, e ainda tem muitos mais. Alguns easter eggs são os mais interessantes, como a conversa com Granin, em que ele mostra alguns sketchs do modelo Ray do Metal Gear.
Agora a jogabilidade, bom, temos bastante aspectos a destacar. O game se passa na selva, portanto, Snake tem que sobreviver sendo o mais furtivo possível. Para isso, nós temos as camuflagens. Cada camuflagem é ideal para cada tipo de ambiente. Existem camuflagens para serem usadas a noite, em selvas densas, durante a chuva, em ambientes urbanos, na água e por ai vai. É preciso estar atento ao index de camuflagem. Quanto maior, menos o inimigo consegue te ver. Isso não te impede de ser visto caso você ande despreocupado feito um imbecil no meio da selva. É preciso ter paciência, ver os movimentos inimigos, andar devagar, agir com estratégia. É possível jogar e terminar o game soando todos os alarmes e matando todo mundo mas isso acaba com a graça do game.
Além das camuflagens, Snake precisa comer para se manter vivo. Ele possui uma barra de stamina que cai ao longo do tempo. Caso sua stamina fique baixa, Snake ficará mais propenso a se machucar, ficará lento e sua mira será muito prejudicada. Para encher a barra, você precisa caçar animais para se alimentar na selva. Ironicamente, o que Snake mais gosta de comer são cobras.
O sistema de combate corpo-a-corpo foi aprimorado. Agora, várias ações podem ser feitas a partir do CQC (Close Quarter Combat, traduzindo, Combate a curta distância) uma técnica que Snake e The Boss desenvolveram juntos. É possível agarrar os oponentes, cortar sua garganta, usá-los como escudo humano, derrubá-los e até interrogá-los. O que nos games anteriores eram apenas 2 socos e 1 chute, se tornou um sistema perfeito para enfrentar os inimigos a curta distância. Em relação ao resto, pouco o game mudou, mantendo a mesma câmera, mesma forma de andar, agachar, atirar e etc.
Os gráficos do game, bom, o que dizer de um game de 2004 que poucos jogos atuais conseguem ultrapassar. A ambientação na selva é simplesmente surreal. A vegetação, a água, o solo, é simplesmente tudo perfeito e muito bem ambientado. Os sons, cara, os sons. Você anda pela selva e consegue ouvir o som de pássaros, insetos, o balançar da vegetação, os animais. É uma atmosfera simplesmente perfeita. O som das armas, das explosões, dos soldados, de tudo, foi feito com uma maestria absurda.
Metal Gear 3 possui mais três versões lançadas: Uma se chama Subsistence e foi lançada um ano depois. Ela contém um modo online inédito na série, uma nova câmera totalmente em 3D, que facilita muito o game (Jogar com a câmera antiga é muito mais difícil e desafiador, faz o jogador depender da visão em primeira pessoa e de alguns acessórios para conseguir passar sem soar o alarme. Eu joguei a versão nova e achei o game infinitamente mais fácil, e me atrevo a dizer que até perdeu um pouco da graça) e contem também versões dos primeiros Metal Gear lançados para MSX. Outra versão é a HD Collection, que foi lançada para Xbox 360 e PS3 junto com o Peace Walker e o MGS 2. A última versão é o Metal Gear Solid 3DS, que como o nome indica, é para o Nintendo 3DS. Eu joguei a versão demo e ela tem algumas mudanças interessantes na jogabilidade, como a possibilidade de utilizar a câmera antiga, a câmera nova e a câmera utilizada no Peace Walker, em que ela se posiciona atrás do Snake, fazendo o game virar um TPS (Third Person Shooter, traduzindo, game de tiro em terceira pessoa).
Metal Gear Solid 3 é um game simplesmente perfeito. Não existe adjetivo que encaixe melhor do que perfeito. Uma experiência obrigatória para qualquer pessoa que se denomine gamer.

sábado, 16 de novembro de 2013

Darksiders 2 - PC, PlayStation 3 e Xbox 360 - 2012

"My brother, War, stands falsely accused of unleashing armageddon upon the human race. His fate concerns me. Yours...does not."
Confesso que demorei muito pra terminar Darksiders 2, sendo que eu o comecei assim que terminei o primeiro. Também confesso que não sei o porque ter demorado tanto pra terminar o game, sendo que ele é ainda mais magnífico que o primeiro.
Assim como o primeiro, Darksiders 2 é um game de aventura/hack'n'slash que agora não possui só elementos de RPG, mas como um sistema inteiro, com habilidades e equipamentos. Desta vez, você controla Death (Morte), irmão de War e outro dos cavaleiros. Após War ser declarado culpado pelo apocalipse adiantado, Death busca uma forma de inocentar seu irmão. Ele busca uma forma de ressuscitar a humanidade, para assim inocentar War e achar os verdadeiros culpados. Death parte para o véu congelado, onde la ele espera encontrar o Crowfather, mais conhecido como Keeper of Secrets (o guardião dos segredos). 
Death sabe que ele é a única pessoa com conhecimento sobre o que ele precisa. Chegando la, Crowfather esta muito perturbado pelas inúmeras vozes que falam em sua cabeça. Death pede a sua resposta, e Crowfather o diz que o único meio de trazer a humanidade de volta é pela arvore da vida. Antes que Death pudesse entrar no portal, Crowfather diz que ele precisa primeiro fazer uma coisa por ele, que é destruir a sua lanterna, que contém as almas da raça de Death, os Nephilim. 
Death diz que o acordo é que Crowfather guardasse as almas por ele, mas ele ja não suporta mais as vozes ecoando em sua cabeça. Por causa desse desentendimento, Death enfrenta e mata Crowfather.O que ele não esperava, é que a lanterna se quebrasse e seus fragmentos fossem parar no peito de Death. Com isso, ele fica desacordado, e é mandado para Forge Lands, um planeta onde vivem os makers, uma raça que cria vida em todo seu planeta, e é nele que a arvore da vida esta localizada. 

O planeta está morrendo, por causa da corrupção que está destruindo tudo. Death precisa primeiro ajudar o planeta para conseguir chegar a arvore da vida, onde está o poço das almas e assim salvar seu irmão.
O game é extenso, e a história perde bastante o foco. Por diversas vezes, você vai fazer inúmeras quests que não adicionam nada a história. O rumo da história também muda, ela começa com Death tentando salvar seu irmão, mas que acaba por mostrar mais de seu passado. Embora, todavia, entretanto, isso não interfere na qualidade do game, apenas o enriquece com mais detalhes sobre os cavaleiros.

Os gráficos do game...cara...eles conseguem ser ainda mais belos que os do primeiro game. Os cenários são enormes e totalmente detalhados. Gostaria de destacar principalmente Forge Lands e Lostlight, que são lugares belíssimos. Os sons do game também são excelentes e a trilha sonora eu fiz questão de ter, de tão espetacular. Sabe aquela trilha, dos melhores filmes e jogos? A de Darksiders 2 não fica pra trás em nenhum segundo.
A jogabilidade permaneceu quase a mesma do 1. Muitas coisas foram alteradas, como o fato que Death é muito mais habilidoso e ágil que War. Em Darksiders 2, Death não fica preso a apenas a uma arma primária e 2 secundárias como War. Ele possui sua arma principal, as foices duplas e uma arma secundária, que podem ser de 2 tipos, cada tipo com 4 variações: Armas pesadas, sendo: machado, martelo, glaive (um tipo de lança) e mace (especie de porrete) e as armas leves, que podem ser: garras, manoplas, armblades (braceletes com garras laterais) e punhos. Cada uma dessas variações tem combos e animações diferentes, além que, as armas podem ser de tipos diferentes, e podem ter status de fogo ou gelo que mudam as animações de ataque. A variedade de armas é absolutamente absurda, fora as armas lendárias, que são conseguidas através de boss secretos ou quests secundárias.
Alem de armas, Death também conta com habilidades, que estão divididas em duas arvores de habilidades. A cada level, você consegue um ponto de skill, para usar em qualquer habilidade. A arvore da direita, é a arvore do invocador. Com ela, você pode invocar zumbis, corvos e ter magias de defesa. Já na arvore da esquerda, você tem a arvore do lutador. Nela você terá habilidades de ataque, combos e magias que aumentam seu dano.

Assim como em todo bom RPG, além das armas, você tambem pode equipar diversas peças de armadura em Death. E, diferente do 1, CADA peça que você trocar, mudará a aparência de Death. Assim você sabe exatamente o que equipou, e cada armadura é melhor do que a outra. Igualmente as armas, as armaduras tambem possuem tipos: As armaduras pesadas, que te proporcionam defesa, e os mantos, que te proporcionam resistência mágica. Saiba combinar seus equipamentos, para não ficar muito forte em uma coisa e deficiente na outra. Existem várias dungeons durante o jogo que demandam determinado tipo de armadura. Esteja atento ao tipo de dano que está levando, você pode acabar morrendo de 2 a 3 ataques mágicos se não tiver resistência.
Desta vez, você adquire itens em báus e comprando com vários NPC's durante o jogo. Não existem mais almas para serem usadas como moeda, agora você usa ouro mesmo. Vulgrim retorna neste game, mas ele só esta por estar, não faz tanto impacto no game. Outro personagem que faz uma pequena aparição é Uriel. O fast travel não é mais pelo Vulgrim, mas sim pelo próprio mapa do game, que alias, é enorme. São 4 mapas ao todo, tornando o game bem extenso e um prato cheio para aqueles que adoram explorar tudo e fazer 100% de um game. A duração do game é bem maior que o do anterior, um pouco mais que o dobro. Eu terminei o game com 22 horas, e isso que eu fiz bem poucas sidequests. Detalhe: eu não joguei nenhuma DLC de Darksiders 2, então obviamente o game tem muito mais vida do que isso. 
O nivel de dificuldade é praticamente o mesmo do primeiro game, com algumas exceções em certos monstros e dungeons. Especialmente alguns demônios perto do final do game, basta apenas algumas bolas de fogo e você está morto. Mas nada que uns bons equipamentos não resolvam, basta ter um pouco de sorte e fazer boa parte das sidequests.
Nem é preciso dizer que esse jogo é extremamente recomendado não é? Depois de tantos elogios que eu dei ao Darksiders 1, era certeza que ia vir um excelente game no 2.


terça-feira, 20 de agosto de 2013

Darksiders - PC, PlayStation 3 e Xbox 360 - 2010

"It's not Death you should fear..."

Eu não tinha esse sentimento de coisa épica desde que joguei Fable. Darksiders conseguiu se tornar um dos meu jogos favoritos. Se preparem, porque eu vou deslanchar elogios até o fim deste post.
Darksiders é um jogo de aventura/hack 'n' slash com elementos de RPG. Nele você controle War (Guerra), um dos 4 cavaleiros do apocalipse. O acordo de trégua entre céu e inferno foi quebrado e uma guerra no reino dos homens, na terra, esta acontecendo. Como foi profetizado, quando os 3 reinos estivessem aptos, haveria uma guerra entre os 3 reinos para decidir o destino de todos. War é convocado, mas ele está sozinho. Pensando que seus irmãos pudessem ter sido invocados em outros lugares, ele vai devastando tudo que está a sua frente, seja homem, demônio ou anjo (aliás, o jeito que os anjos são retratados neste jogo é perfeito, simplesmente magnífico). De repente, War começa a sentir seus poderes diminuindo, porém ele continua sua destruição. Quando War se depara com Abbadon, um anjo, ele o escuta dizer que o sétimo selo não foi quebrado, e após isso, é esmagado por Straga, um demônio gigantesco. 
War então enfrenta Straga e no meio da luta, seus poderes são tirados e Straga acaba por finalizá-lo.
War é então acordado, 100 anos depois do ocorrido, pelo conselho, uma ordem que foi criada pelo Criador para manter a ordem entre as raças, para que a lei seja seguida por todos. O conselho incrimina War, dizendo que ele foi o causador do apocalipse antecipado e ajudar os demônios a tomar o poder da terra. War se defende dizendo que ele não ajudou ninguém, apenas respondeu ao chamado do selo. E então a surpresa: o conselho afirma que os selos nunca foram quebrados e que War foi o único cavaleiro que foi invocado. O conselho decide por matá-lo, mas War se propõe a encontrar os culpados pelo que aconteceu e que caso ele falhasse, ele morreria pelos demônios. Ele só precisa de sua chance para provar que é inocente. O conselho aceita, porém, com restrições. War tem seus poderes diminuídos e o Watcher (observador) é aprisionado a ele. O Watcher tem a função de monitorar War para que ele não desobedeça o conselho e ainda por cima o trata como um cachorro, pois ele tem o poder de manipular War. 
Agora sua missão é trazer os verdadeiros culpados á justiça pela espada de War.
O enredo do game é muito bom, com várias reviravoltas e surpresas, fora que o final é épico e ainda deixa com vontade de quero mais. É óbvio que haveria uma continuação para se jogar com os outros cavaleiros do apocalipse. 
Os gráficos do game....putz....o que falar deles. São simplesmente lindos. É tudo cartunizado, como se tivesse saído diretamente de uma HQ da Marvel ou da DC. Existem muitos ambientes, como deserto, cidades, lugares submersos, jardins, castelos, passagens vulcânicas...é um lugar mais belo e detalhado que o outro. Os sons do game são muito bons e detalhados. O game não conta com muitas músicas, mas quando conta, são aquelas que até empolga de continuar jogando.
A jogabilidade do game se assemelha muito com God Of War e Devil May Cry. É sentar a porrada em tudo que se mexe. War conta com 3 armas, 6 acessórios, 4 magias e vários adicionais, como uma asa que o faz planar ou o seu cavalo, Ruin (Ruína). As armas possuem slots, em que é possível equipar uma melhoria. Essas melhorias são encontradas durante o game. Além disso, War também conta com sua forma de Chaos, em que ele se transforma em um monstro gigante de lava. Mais para o final do game, também é possível conseguir uma nova armadura e espada para War. A espada faz parte do script do game, já a armadura é preciso encontrar as 10 partes dela para que seja possível utilizá-la.
No game existe um mercador demônio chamado Vulgrim. É com ele que você poderá comprar itens de vida, de magia, combos para suas armas e melhoria para as magias. É com ele também que podemos utilizar o fast travel depois de um certo tempo no game. (Fast Travel é a possibilidade ir a um lugar que você ja visitou, mais rapidamente sem precisar dar aquele rolê todo).
O game tem uma duração aproximada de 10~16 horas, dependendo se você for um explorador que vai atrás de todos os itens ou se você só completa a história principal. O game é de mundo aberto, mas é bem linear então raramente você ficará perdido. O mundo do game é gigante. Cada lugar no game é enorme, e a riqueza de detalhes em cada lugar é absurda.
Darksiders faz referência a diversos games como God Of War, Devil May Cry, Legend Of Zelda, Portal, Prince of Persia e Shadow of The Colossus. Se você já jogou os jogos citados, é obrigatório que você jogue Darksiders.
O game em si é bem desafiador no começo e meio. Lá pro finalzinho fica bem fácil, dando pra passar numa boa. Uma coisa que é ótima neste game são os puzzles, que não são poucos. Eles trazem aquela sensação ótima de você ter que resolver um puzzle para encontrar segredos e passagens secretas.
Darksiders é um excelente game, tem uma duração ideal, mas por todo seu conteúdo, ainda deixa com vontade de mais e mais. Eu provavelmente vou jogá-lo novamente. EXTREMAMENTE recomendado para todos, pois esse jogo vale a pena cada segundo dedicado.


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Need For Speed: Carbon - PC, PS2, PS3, Xbox, X360, Wii, PSP, GameCube - 2006

Eis a continuação do meu game favorito de corrida. Depois de MW, a EA games resolveu corrigir aquilo que os fãs não haviam gostado, que era o fato das corridas serem de dia e lançou NFS Carbon.
Carbon se passa logo após o final de Most Wanted. Você está com a sua BMW e está fugindo do ex-sargento Cross, que agora é um caçador de recompensas (meio surreal isso né? caça recompensas...). Cross consegue quebrar sua BMW e quando ele está prestes a te prender, Darius, um corredor de rua, aparece e te livra de Cross, dando a ele uma quantia de dinheiro. Nikki, uma ex-namorada, também aparece e então alguns flashbacks explicam algumas coisas: O jogador era de Palmont City, a cidade do game, e em uma determinada corrida a policia aparece e atrapalha todos os corredores, com a exceção de você. A mala de dinheiro do prêmio da corrida fica com você e você foge, deixando tudo para trás. Isso resultou em todos achando que você era um covarde e um ladrão. Agora, Darius da a você a oportunidade de recuperar sua reputação. Dai então você pode escolher entre 3 carros para começar o game.
Os carros em Carbon são separados por classes: Os Tuners, que são mais fáceis de dirigir; os Muscle, que são carros grandes que derrapam com facilidade e os Exotic, que são carros que otimizam a velocidade (mas são difíceis de virar em alta velocidade...). Ao todo, o game conta com 54 carros, incluindo os bônus.
Os gráficos do game são muito bonitos, assim como o seu antecessor. Agora as corridas são a noite, dando mais realismo de corridas ilegais. Os sons do game são bons, mas as músicas do game me desagradaram um pouco, pois são quase todas de rock alternativo, um estilo que eu não curto muito.
O foco do game agora é a dominação de territórios. Cada parte de Palmont é dominada por uma gangue. Existem as gangues 21st Street que é liderada por Angie, a gangue TFK que é liderada por Wolf, a gangue Bushido que é liderada por Kenji e a gangue Stacked Deck que é liderada por Darius. Cada uma tem foco em um tipo específico de carro. Você precisa vencer as corridas do lugar para tomar os territórios e enfrentar o chefe em seguida. E lembrando que, os territórios podem ser tomados de volta, caso você não defenda-os vencendo as gangues que desafiarem seu território. Conforme você ganha territórios, carros e novas opções de tuning são desbloqueadas.
O game conta com a novidade das equipes. Já que você precisa derrotar gangues no game, você também precisa da sua. Os membros da equipe são geralmente fãs seus e ex-membros das equipes da cidade. Cada um tem um carro característico e uma função. Os blockers são os que jogam o próprio carro em cima dos outros corredores para atrapalhá-los e deixar você vencer. Os scouts são os que sempre vão na frente revelando corta caminhos e os drafters são os que correm na sua frente em alta velocidade, cortando o vento e deixando você pegar o vácuo para aumentar sua velocidade.
Existem agora os modos de corrida em canyon. A cidade de Palmont possui umas estradas em montanhas, em que os corredores tem que correr em 3 modalidades: Canyon race, que é uma corrida normal; Canyon drift, em que o corredor que conseguir mais pontos derrapando no canyon vence e o Canyon duel, que é onde você enfrenta os chefes. Este modo funciona da seguinte forma: O chefe começa na sua frente e você deve persegui-lo. Quanto mais perto dele você ficar, mais pontos consegue e caso o ultrapasse por 10 segundos, é vitória imediata. Caso não, a corrida inverte: você é quem será perseguido agora e seu chefe vai zerando seus pontos. Você então tem que manter distância dele e conseguir cruzar o final com no pelo menos 1 mísero ponto, ou então você é derrotado. Caso você se distancie muito do chefe por 10 segundos também é vitória imediata.
A policia está presente no game, porém, ela não está mais tão importante quanto no game antecessor. Aliás, ela está muito mais chata, pois ela descobre onde você está. Não importa o quão bem escondido você esteja, ela vai direto onde você está.
Enfim, Carbon é um excelente game, ainda não chega aos pés do meu favorito, mas vale a pena perder umas horas com ele.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Need For Speed: Most Wanted - PS2, Xbox, Xbox360, PC, PSP, GameCube - 2005

Apesar que muita gente vai discordar de mim, eu ainda digo que este é o melhor jogo de corrida já lançado.
Most Wanted é o sucessor dos 2 games que revolucionaram os games de corrida com o tuning, que são o NFS Underground 1 e 2. O tuning nada mais é do que modificar o seu carro a seu gosto. Pintura, desenhos, partes do carro como motor, nitro, breques, suspensão, colocar aerofólios, novas rodas, trocar o capô, enfim tudo isso. Most Wanted possui ainda mais variedade de tuning que seus antecessores, sendo que você tinha uma infinidade de coisas para colocar em seu carro, tornando-o único. Esse foi o fator que me fez gostar de games de corrida, porque até então eu não gostava.
NFSMW se passa na cidade de Rockport. Você é um corredor de rua que possui nada menos que uma BMW MR3 (nada humilde) e está procurando por algumas corridas. Você acaba correndo com Mia, a garota que te ajuda no game, mas é parado pelo Sargento Cross. Ele está prestes a te prender, mas por causa de uma ocorrência mais urgente, ele te deixa ir.
Em seguida você corre com Ronnie, e após ganhar dele você se encontra com os caras da Blacklist. A Blacklist é a lista negra de corredores. Ela é composta por 15 corredores e eles são os mais procurados pela polícia local. Para ter o respeito dos outros corredores, você precisa ser o número 1.
Após algumas corridas, Razor te desafia para alguma corrida. Mia desconfia de algo e te diz para ter cuidado. No meio da corrida, ela te liga e diz que fizeram algo com seu carro e diz para você acabar a corrida logo. Mas não da tempo, seu carro quebra e Razor o ganha na corrida. Só pra melhorar seu dia, a policia ficou sabendo do racha e chega no local e te prende.
Algum tempo depois, Mia te libera da cadeia e diz que Razor conseguiu ser o numero 1 da Blacklist graças ao seu carro. Agora você tem de começar do zero e ganhar de cada um da Blacklist e se vingar do Razor.
Você então vai comprar um carrinho e tem que começar a ganhar corridas e chamar a atenção da policia e dos corredores para avançar no game. Você tem de ganhar de cada um da Blacklist e tem que concluir alguns requisitos antes de correr com ele, como ganhar um numero certo de corridas, infringir algumas leis com o seu carro e correr da policia por determinado tempo. Assim que você completa os requisitos, o cara te chama pra correr. Depois que você ganha, você tem o direito a duas escolhas de bônus, 3 são secretas, que incluem ganhar o carro do cara, passagem livre da policia quando preso ou bônus em dinheiro e as outras 3 são desconto em peças e visual pro seu carro.
A progressão do game é lenta, fazendo você ter várias corridas, vários carros e várias opções de modificações, deixando o jogo com um tempo bem extenso, o que pra mim é bom quando o game é excelente. Ao todo são 36 carros, que vão sendo desbloqueados conforme você vai vencendo os membros da Blacklist. A mesma coisa vale para as opções tuning.
Os gráficos do game são muito, mas muito bonitos, mesmo se você jogar o game atualmente verá que ele ainda é um game muito belo. Uma coisa que desagradou os fãs é que o game se passa de dia. Realmente, isso ficou um pouco sem sentido, afinal corridas ilegais acontecem a noite. Mas isso não atrapalha a diversão que o game proporciona. A trilha sonora do game é um ponto a parte, pois ela é regada de músicas eletrônicas e metal (para os leigos, o famoso "rock pesado"). Foi com Most Wanted que eu conheci bandas que eu gosto muito até hoje, como Disturbed, Avenged Sevenfold e Bullet For My Valentine.
O game conta com 6 tipos de corridas, sendo eles: Sprint (ir de um ponto a outro), Circuit (corrida com voltas), Lap Knockout (o corredor que chegar por último quando completar uma volta perde, assim sucessivamente até sobrar o ganhador), Drag (corrida de aceleração, em que você precisa trocar de marcha na hora certa para ganhar a velocidade máxima e chegar em primeiro), Toolboth (corrida com tempo que você tem que passar pelos checkpoints antes do tempo acabar) e o Speedtrap (corrida que você tem que passar em alta velocidade por um determinado numero de radares ao longo da corrida. O corredor com maior velocidade acumulada ganha).
A policia no game é o fator mais notável. Ela possui 5 níveis de dificuldade, que vão aumentando conforme você corre contra ela. O sexto nível só é visto na corrida final do game. A cada nível, os carros da polícia melhoram e fica mais difícil de fugir dela. Durante as perseguições, você tem de cumprir os objetivos para conseguir enfrentar os membros da Blacklist, que podem ser correr da policia por determinado tempo, destruir viaturas e bloqueios e quebrar as leis.
Além do modo campanha, Most Wanted também conta com os Challenge Series, que nada mais são do que desafios pré determinados que você tem que cumprir. Se você se acha bom neste jogo, então é uma boa tentar zerar os Challenge Series, porque eles são muito dificeis. Eu devo ter chegado no máximo até o desafio numero 50 e ao todo são 68.
Bom, depois de tudo isso que eu falei, acho que já deu pra mostrar porque este é o meu game de corrida favorito. Most Wanted ainda conta com uma versão chamada de Black Edition, que traz uma pista, um carro e um challenge novos. O game recentemente ganhou um remake, intitulado como Most Wanted mesmo. Porém, o game conta com vários aspectos diferentes e o principal: não tem mais o tuning! Sinceramente achei que deveriam ter batizado esse jogo com outro nome, porque Most Wanted ele nunca vai ser!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty - PC, PS2, PS3, Xbox, X360 - 2001

"The Hudson River, two years ago...We had classified intelligence that a new type of metal gear was scheduled for transport. The whole thing stank, but our noses have been out in the cold for too long."
É com essa frase que MGS2 começa, com Snake pulando da ponte do rio Hudson, para se infiltrar em um navio dos Marines. Ele e Otacon (sobrevivente de Shadow Moses e criador do Metal Gear Rex, em MGS1) receberam a informação de que um novo tipo de Metal Gear estaria sendo transportado pelos Marines para testes.
Logo após sua chegada, o navio é tomado por terroristas russos, comandados por Sergei Gurlukovich. Snake percebe que eles podem tentar tomar o Metal Gear e adentra o navio para descobrir onde está o Metal Gear e tirar fotos dele, para que aja evidência de um novo Metal Gear e evitar que ocorra um ataque terrorista. Porém, o Metal Gear é tomado por Ocelot, o mesmo de Shadow Moses. Ele trai Gurlukovich e rouba o Metal Gear, afundando o navio. E é aí que as coisas mudam. Você só joga com Snake nesta parte do game, no começo. Depois disso, a história se passa 2 anos depois na Big Shell, uma instalação ambiental que foi criada para limpar a água por causa do incidente com o navio. O novo protagonista se chama Raiden, que foi muito criticado no começo por não ter metade do carisma de Snake. Porém, com o desenrolar da história, Raiden se torna essencial para a trama do game.
Voltando a história, a Big Shell foi tomada por terroristas que se denominam "The Sons of Liberty" (os filhos da liberdade) com a ajuda de um grupo anti terrorista chamado Dead Cell. Eles sequestraram o presidente dos E.U.A. e pedem um resgate de 30 bilhões de dólares (sim, você não leu errado). Mas aos poucos, Raiden vai percebendo que isso não passava de uma história para encobrir a verdade sobre a Big Shell, que de instalação ambiental não tem nada. Na verdade, Big Shell foi construída para acobertar a construção de um novo tipo de Metal Gear. O resto, só jogando para saber, pois a história de Metal Gear 2 é muito, mas muito confusa e complexa, tanto que eu acho impossível eu explicá-la detalhadamente. Se você sabe falar inglês, vai conseguir entender a história.
A jogabilidade do game foi muito aperfeiçoada desde o primeiro game. Agora, o personagem podia atirar enquanto usava a visão em primeira pessoa, o que facilitou muito o game nas partes de mais ação. Existem partes em que você pode nadar e partes em que o personagem pode ficar pendurado para passar por determinados lugares. Os sons do game são muito bons e realistas e os gráficos são muito bonitos até hoje. Se você pegar para jogar a versão recente em HD, perceberá que o jogo sempre foi muito bonito.
Metal Gear 2 tem mais duas versões: uma em HD, junto com MGS3 e Peace Walker que foi lançada para PS3 e X360 e a versão Substance, que foi criada por causa das implicâncias dos fãs em não poder jogar muito com Snake. Esta versão contém as Snake Tales, que são missões que você joga exclusivamente com Snake (que são difíceis demais).
Metal Gear 2 é um excelente game, com uma trama muito inteligente e uma das melhores jogabilidades. Com certeza uma experiência obrigatória.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Half Life 2 - PC, Xbox, Xbox 360 e PS3 - 2004


É, depois de tanto tempo ouvindo falar desse jogo resolvi jogar. No começo não estava me impressionando tanto, mas conforme o jogo avança ele cativa, pela história e jogabilidade. Confesso que não achava o jogo tão bom quanto diziam, mas depois de jogar mudei de opinião totalmente.
Mas pra falar do Half Life 2, preciso antes contar sobre a história do primeiro (Que eu pretendo jogar algum dia).
-Half Life 1: Você controla Gordon Freeman, um cientista com Ph.D em física teórica que trabalha em um laboratório científico do governo chamado Black Mesa. Durante uma experiência, Gordon comete um erro, que faz com que uma explosão ocorra. Nessa explosão, Gordon altera o espaço-tempo, criando portais para que alienígenas possam invadir a terra. Gordon precisa escapar do complexo, enquanto enfrenta alienígenas e soldados americanos (que foram enviados para limpar o incidente e evitar que a população tome conhecimento, bem típico isso). Durante a fuga, Gordon encontra um portal que o teleporta para Xen, o planeta dos alienígenas, onde ele enfrenta Nihilanth, o líder deles. Após derrotar ele, aí que o jogo te confunde em tudo da história, pois aparece o homem da maleta, conhecido por G-man pelos fãs. Ele te da duas opções: Ou você luta até morrer no planeta dos alienígenas, ou você concorda em trabalhar pra ele. O zeramento certo é o de trabalhar pra ele. G-man então congela Gordon no tempo espaço, até que ele vá precisar de seus serviços...
...E é aí que começa Half Life 2. G-man desperta Gordon depois de 20 anos preso no espaço tempo (ou seja, Gordon não envelheceu). A terra foi dominada por alienígenas, e um homem chamado de Wallace Breen, antes administrador de Black Mesa, se declarou o representante dos humanos e declarou sua rendição (Ele fez isso só pra se safar e ficar do lado dos alienígenas, maldito). Então Gordon precisa se unir ao grupo rebelde e libertar a terra dessa ameaça alienígena. E é isso sobre a história, se quiser saber como isso termina (ou como se desenvolve, porque ela ainda não terminou) vá jogar Half Life 2 e suas continuações que são o Episode 1 e Episode 2.
A jogabilidade do game é muito boa, responde bem aos comandos, MENOS quando você utiliza algum veículo  Eu achei a jogabilidade nos veículos muito ruim e imprecisa, é preciso um pouco de paciência para se acostumar. Mas não é uma coisa que vá irritar muito, pois não são muitas as partes em que se usa um veículo. O game conta com um arsenal de 10 armas, algumas delas modificadas pela tecnologia alienígena. Existe uma arma que eu considero muito interessante no game, que é um coração de um alienígena. Com ele você pode controlar uma espécie de inseto. Infelizmente você só usa essa arma em uma determinada parte do game, perto do final. Digo infelizmente, porque ela é uma das armas mais úteis do jogo.
Os sons do game são muito bons, eles existem em cada detalhe, em cada objeto que você mexe existe um som característico. O game não possuí muitas músicas, mas as que ele tem são muito empolgantes, e elas aparecem nos momentos mais propícios. Imagine que você está matando tudo quanto é inimigo e de repente começa a tocar uma música agitada. É isso que eu quero dizer.
Os inimigos do game são basicamente soldados humanos lobotomizados (lavagem cerebral) com implantes cibernéticos. Existem também os zombies, mas na grande maioria do game são os soldados.
O game tem apenas um problema que pode irritar que são os loadings, eles não são constantes, mas são muito demorados. O game conta com uma dublagem muito boa, e a expressão facial dos personagens é muito boa também. Você consegue ver se os personagens estão preocupados ou felizes.
O começo do jogo pode ser chato (eu achei...) mas conforme você avança, ele vai se tornando melhor e te prende cada vez mais. E depois que ele acaba, a vontade de jogar só aumenta, porque a história fica em um gancho tão grande que você não consegue conter a curiosidade.
Enfim, Half Life 2 é um jogo grandioso, agora consigo entender o porque dele ser tão endeusado. Com certeza vale a pena jogar.