terça-feira, 29 de outubro de 2013

The Silent Age - Android e iOS - 2013



É estranho, nunca imaginei que faria um post de jogos de celulares e tablets, mas esse jogo é tão bom, que mereceu estar aqui. Tenho que agradecer a minha namorada por te-lo achado, pois se não fosse ela, nunca teria visto esse game.
The Silent Age é um game em 2D point-and-click de puzzle, onde você controla um humilde zelador que trabalha em uma grande empresa até que um dia, ele encontra com um viajante do tempo que diz a ele que precisa salvar o mundo do apocalipse. Para vocês terem uma ideia melhor sobre o jogo, eu vou traduzir a sinopse da história que está em inglês no site oficial:
"É 1972. O amor é livre. Chinelos, couro inglês e bandanas são o topo da moda. Enquanto isso, a guerra fria esta mais do que morna e uma guerra real está ocorrendo no exterior. Movimentos estão acontecendo. Ambientalistas, o movimento libertário feminino, e nas pistas de dança um tipo totalmente diferente de movimento está ultrapassando os clubes underground. Os ventos da mudança certamente estão soprando sobre o país.
Em algum lugar da grande cidade, em um alto, sem rosto prédio do governo, alguém deixou uma janela aberta. Tudo o que os ventos da mudança estão soprando são folhas no chão que Joe acabou de limpar. Eles já está aqui a 2 anos. Trabalhando em um emprego sem saída, se certificando que o edifício é tão impecável quanto os ternos daqueles que andam pelos corredores. Tem sido assim há anos, passando de um trabalho devorador para o próximo.
Nosso protagonista é Joe em mais do que apenas o nome. Ele é literalmente Joe Mais ou Menos. Altura mais ou menos, peso mais ou menos, QI mais ou menos. Na verdade, a única coisa remotamente notável sobre ele é exatamente o quanto ele está de acordo com a mediana do homem comum hipotético, e até este ponto, a vida de Joe não foi exatamente material biográfico. Isso está prestes a mudar.
Certa manhã, enquanto cuidava do piso, Joe é subitamente confrontado por um homem misterioso que está morrendo, que aparentemente apareceu do nada. O homem avisa que um evento terrível está prestes a acontecer e pede a ele para salvar a humanidade. Quando o homem respira seu último suspiro, ele entrega a Joe um dispositivo de viagem no tempo portátil para ajudá-lo em sua busca.
Não demora muito até que Joe ative o dispositivo e seja confrontado pela verdade. O homem misterioso estava certo: 40 anos no futuro a humanidade tornou-se extinta. Preso entre um futuro desolado e um presente, onde ele é largamente ignorado, cabe agora ao nosso herói acidental descobrir o que aconteceu e como prevenir, a fim de salvar a humanidade."
O que mais me chamou atenção neste game, é a incrível semelhança com os antigos Resident Evil e demais jogos de Survival Horror da década de 90. Lembra quando você precisava ir até do outro lado do mapa, apenas para achar a chave da porta que estava do seu lado? É exatamente isso do que o jogo se trata. Você obtém itens ao longo do jogo, e qualquer item pode ser usado para se passar as fases. Cordas, chaves, papéis, lenço, isqueiro. Você tem que ficar atento ao cenário para achar os itens e descobrir o que é preciso para avançar de fase. Infelizmente o game está em inglês, então pra quem não manja, pode demorar um pouco para terminar o game e nem vai entender os diálogos, que apesar de poucos, dizem muito da personalidade de Joe.
Os gráficos do game são simples, porém, todos os cenários contem o futuro e o presente, e é possível ver claramente a mudança neles, entre o mundo atual e o mundo apocalíptico. Os sons do game são ótimos, parecem uma trilha sonora de filmes, com sons que te deixam mais ansioso por descobrir o que vem depois. O jogo não possui vozes, apenas textos com os diálogos dos personagens e dos pensamentos do Joe, portanto, saber Inglês é essencial para conseguir aproveitar o jogo ao máximo.
Você tem que usar o dispositivo da máquina do tempo para alternar entre o futuro e o presente para conseguir resolver os puzzles. Na maioria das vezes, uma porta que você precisa abrir no presente, você só vai encontrar o item certo no futuro e vice-versa.
Infelizmente, entre tantos pontos positivos, o game tem um ponto negativo: ele é extremamente curto, por se tratar de um jogo indie. A produtora está planejando o segundo capitulo, e está pedindo doações para que ele seja terminado. Eu espero que eles consigam o dinheiro e façam a parte 2, pois eu fiquei muito curioso pra saber como termina a história. Para quem quiser saber mais sobre o game, aqui está o link do site oficial: http://thesilentage.com/blog/episode-two/
Apesar de simples, o game traz uma nostalgia boa por causa do estilo do game e tem uma jogabilidade excelente. Extremamente recomendado.


terça-feira, 20 de agosto de 2013

Darksiders - PC, PlayStation 3 e Xbox 360 - 2010

"It's not Death you should fear..."

Eu não tinha esse sentimento de coisa épica desde que joguei Fable. Darksiders conseguiu se tornar um dos meu jogos favoritos. Se preparem, porque eu vou deslanchar elogios até o fim deste post.
Darksiders é um jogo de aventura/hack 'n' slash com elementos de RPG. Nele você controle War (Guerra), um dos 4 cavaleiros do apocalipse. O acordo de trégua entre céu e inferno foi quebrado e uma guerra no reino dos homens, na terra, esta acontecendo. Como foi profetizado, quando os 3 reinos estivessem aptos, haveria uma guerra entre os 3 reinos para decidir o destino de todos. War é convocado, mas ele está sozinho. Pensando que seus irmãos pudessem ter sido invocados em outros lugares, ele vai devastando tudo que está a sua frente, seja homem, demônio ou anjo (aliás, o jeito que os anjos são retratados neste jogo é perfeito, simplesmente magnífico). De repente, War começa a sentir seus poderes diminuindo, porém ele continua sua destruição. Quando War se depara com Abbadon, um anjo, ele o escuta dizer que o sétimo selo não foi quebrado, e após isso, é esmagado por Straga, um demônio gigantesco. 
War então enfrenta Straga e no meio da luta, seus poderes são tirados e Straga acaba por finalizá-lo.
War é então acordado, 100 anos depois do ocorrido, pelo conselho, uma ordem que foi criada pelo Criador para manter a ordem entre as raças, para que a lei seja seguida por todos. O conselho incrimina War, dizendo que ele foi o causador do apocalipse antecipado e ajudar os demônios a tomar o poder da terra. War se defende dizendo que ele não ajudou ninguém, apenas respondeu ao chamado do selo. E então a surpresa: o conselho afirma que os selos nunca foram quebrados e que War foi o único cavaleiro que foi invocado. O conselho decide por matá-lo, mas War se propõe a encontrar os culpados pelo que aconteceu e que caso ele falhasse, ele morreria pelos demônios. Ele só precisa de sua chance para provar que é inocente. O conselho aceita, porém, com restrições. War tem seus poderes diminuídos e o Watcher (observador) é aprisionado a ele. O Watcher tem a função de monitorar War para que ele não desobedeça o conselho e ainda por cima o trata como um cachorro, pois ele tem o poder de manipular War. 
Agora sua missão é trazer os verdadeiros culpados á justiça pela espada de War.
O enredo do game é muito bom, com várias reviravoltas e surpresas, fora que o final é épico e ainda deixa com vontade de quero mais. É óbvio que haveria uma continuação para se jogar com os outros cavaleiros do apocalipse. 
Os gráficos do game....putz....o que falar deles. São simplesmente lindos. É tudo cartunizado, como se tivesse saído diretamente de uma HQ da Marvel ou da DC. Existem muitos ambientes, como deserto, cidades, lugares submersos, jardins, castelos, passagens vulcânicas...é um lugar mais belo e detalhado que o outro. Os sons do game são muito bons e detalhados. O game não conta com muitas músicas, mas quando conta, são aquelas que até empolga de continuar jogando.
A jogabilidade do game se assemelha muito com God Of War e Devil May Cry. É sentar a porrada em tudo que se mexe. War conta com 3 armas, 6 acessórios, 4 magias e vários adicionais, como uma asa que o faz planar ou o seu cavalo, Ruin (Ruína). As armas possuem slots, em que é possível equipar uma melhoria. Essas melhorias são encontradas durante o game. Além disso, War também conta com sua forma de Chaos, em que ele se transforma em um monstro gigante de lava. Mais para o final do game, também é possível conseguir uma nova armadura e espada para War. A espada faz parte do script do game, já a armadura é preciso encontrar as 10 partes dela para que seja possível utilizá-la.
No game existe um mercador demônio chamado Vulgrim. É com ele que você poderá comprar itens de vida, de magia, combos para suas armas e melhoria para as magias. É com ele também que podemos utilizar o fast travel depois de um certo tempo no game. (Fast Travel é a possibilidade ir a um lugar que você ja visitou, mais rapidamente sem precisar dar aquele rolê todo).
O game tem uma duração aproximada de 10~16 horas, dependendo se você for um explorador que vai atrás de todos os itens ou se você só completa a história principal. O game é de mundo aberto, mas é bem linear então raramente você ficará perdido. O mundo do game é gigante. Cada lugar no game é enorme, e a riqueza de detalhes em cada lugar é absurda.
Darksiders faz referência a diversos games como God Of War, Devil May Cry, Legend Of Zelda, Portal, Prince of Persia e Shadow of The Colossus. Se você já jogou os jogos citados, é obrigatório que você jogue Darksiders.
O game em si é bem desafiador no começo e meio. Lá pro finalzinho fica bem fácil, dando pra passar numa boa. Uma coisa que é ótima neste game são os puzzles, que não são poucos. Eles trazem aquela sensação ótima de você ter que resolver um puzzle para encontrar segredos e passagens secretas.
Darksiders é um excelente game, tem uma duração ideal, mas por todo seu conteúdo, ainda deixa com vontade de mais e mais. Eu provavelmente vou jogá-lo novamente. EXTREMAMENTE recomendado para todos, pois esse jogo vale a pena cada segundo dedicado.


sábado, 10 de agosto de 2013

God of War: Ghost Of Sparta - PSP - 2010


"A spartan never let his back hit the ground."
Acho que só pelo título, já dispensa apresentações não é? God of War ja é consagrado como um dos melhores games atuais. E dessa vez, eu vou falar do título para o portátil da Sony, o PSP. (O jogo foi remasterizado para o PS3, mas isso não vem ao caso.) Ele foi o primeiro jogo de PSP que eu zerei, e é lógico que a analise dele não podia faltar no blog.
Ghost Of Sparta começa assim que termina o primeiro game. Ele se passa no intervalo de tempo entre o primeiro e segundo jogo. Assim que Kratos derrotou Ares, ele se tornou o novo deus da guerra. Porém, suas visões continuavam a atormentá-lo. Até que um dia, ele teve uma visão de sua mãe, Callisto. Em sua visão, ele a vê muito debilitada e dizendo algo sobre seu irmão, Deimos. Deimos foi levado por Ares quando ainda era uma criança, por causa de uma profecia que dizia que o fim do Olimpo viria pelo guerreiro que possuía uma marca. Deimos possuía uma marca no corpo, que brilhava. Depois que ele foi levado, Kratos fez uma tatuagem com a marca do irmão, para que ele nunca se esquecesse dele.
Sem ao menos pensar duas vezes, Kratos parte em busca de sua mãe, que ele acredita estar em algum lugar perto de Atlantis.
Durante a viagem, Kratos tem que passar por várias criaturas míticas que tentam impedir sua passagem. Quando ele encontra sua mãe, ela o diz que Deimos está vivo e também revela a Kratos quem é seu pai. (SPOILER ALERT: pra quem ainda não sabe, o que eu duvido muito, o pai de Kratos é Zeus. END OF SPOILERS). Porém, Callisto foi amaldiçoada, então na hora que ela diz a Kratos o nome de seu pai, ela se torna um monstro horrível e ataca Kratos. Sem opção, ele mata sua mãe e em seguida parte em busca de seu irmão, que está no domínio da morte.
Ghost Of Sparta tem gráficos excelentes, eu não consigo parar de elogiar a qualidade gráfica do game. Alguns podem dizer que é fraca, parece de PS1, mas ai você para e olha que aquilo é um portátil. O trabalho feito no jogo foi excelente, que eu admito ficar de boca aberta com tanta maestria. 
Os cenários do game vão alternar entre cidades chuvosas e com muita água e entre partes subterrâneas com muita lava. Os lugares são simplesmente bem detalhados e belíssimos. Além desses lugares, o jogo também passa por alguns templos de deuses e até por Sparta, onde Kratos se aproveita de algumas mulheres espartanas e tem alguns flashbacks de sua infância com Deimos. A jogabilidade não é tão boa quanto no console, por causa da limitação do portátil mas ainda assim é muito boa e responde bem. A única coisa que eu não gostei é que Kratos parece um João-Bobo. Ele não consegue defender a maioria dos golpes, o que te obriga a usar o rolamento boa parte do game. E quando você leva um ataque e cai, você fica muito tempo no chão, e alguns inimigos conseguem te atingir mesmo caído, o que gera bastante raiva e frustração, principalmente se você estiver jogando na dificuldade mais alta. Os sons do game são padrão da série, aquela trilha épica que já conhecemos.
O jogo possui 3 magias, um buff para a espada de Kratos, que fica pegando fogo e uma arma alternativa, que para mim é a melhor da série. Elas são nada mais do que a Arms of Sparta, uma lança e um escudo espartano. Não há nada mais épico que isso, fora que os golpes dessa arma tem referência a Leonidas. (Pra quem assistiu 300, sabe de quem estou falando).
Outra coisa que ficou um pouco chata no game, é que Deimos tem uma participação muito, mas muito pequena no game, aparecendo apenas no final. Mas calma, se você sentiu falta dele, ainda é possível jogar com ele assim que você finalizar o game. Uma skin dele é desbloqueada para que você jogue a campanha como ele. Na história ainda será Kratos, mas é melhor do que nada. Para os sortudos que compraram Ghost of Sparta na pre-order, foi dado um código para resgatar a skin de Deimos para o God Of War 3. Atualmente essa skin é ultra rara, e eu duvido muito que ela saia para compra. Sortudo aquele que a tem.
God of War Ghost of Sparta é um dos melhores games que eu já joguei e pelo fato de ter sido o primeiro que eu terminei para o PSP, com certeza ficará marcado para mim. Excelente game, altamente recomendado.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Batman Begins - PS2, Xbox, GameCube - 2005

"It's not who I am underneath, but what I do that defines me"
Antes que você me pergunte, este post não é sobre o filme. O filme Batman Begins (que é excelente por sinal) ganhou esta adaptação para os videogames e eu tenho que dizer, é uma das melhores (senão a única) adaptações já feitas.
O game conta a história do filme, porém, com lugares diferentes dos que são mostrados no filme, para dar uma vida maior ao game. Você controla o Batman por vários lugares mostrados no filme, como as docas e o manicômio de arkham. Alem dele, existem também as fases que é possível dirigir o batmóvel (que é um tanque!).
No game, podemos andar, escalar, pular, usar os aparatos do Batman e sentar a porrada nos inimigos. Na maioria das fases é preciso ser furtivo, ainda mais quando os inimigos estão armados. O jogo tem um toque de realidade um pouco alto quanto a tiros. Apenas 2 tiros são suficientes para fazer você falhar a fase e voltar uma boa parte. Os inimigos do game sempre fazem as mesmas ações, então basta apenas você decorar por onde eles passam ou o que fazem que da pra passar numa boa.
Também é possível interrogar os inimigos, para conseguir senhas ou chaves. Alem da interrogação, também existe o medo. É possível realizar ações para amedrontar os inimigos, como derrubar estantes ou quebrar janelas, para que assim fiquem com medo de você e seja mais fácil de derrotá-los.
Os gráficos do game estão bons, nada de muito extraordinário, mas são agradáveis. O som não é muito natural, mas também é bom. O game não é muito longo, apesar das fases a mais do roteiro do filme.
Batman Begins pode não ser o melhor jogo feito a partir de filmes, mas com certeza é um dos melhores. Pelo menos para mim, conseguiu me prender o jogo inteiro devido a sua jogabilidade e as fases adicionais que completam um pouco do filme. Recomendado.

Perfil do Personagem: Sephiroth - Final Fantasy VII

Sephiroth...Como descrever um dos melhores vilões que existe?
Sephiroth é fruto de um experimento entre o professor Hojo e Lucrecia Crescent. Eles tiveram um filho e durante a gestação, ele foi injetado com células de Jenova, a calamidade dos céus. Jenova era uma espécie de alienígena que veio para a terra e decimou a raça dos Ancients, raça esta que era inteligente e conseguia se comunicar com o lifestream do planeta. Jenova possuía a habilidade de absorver as habilidades e características de outros seres, portanto, esses genes ficaram consigo. Com esses mesmo genes, vieram as habilidades de Sephiroth.
Sephiroth é o experimento perfeito da Shinra. Melhor soldado, sempre foi o herói de todos e modelo para muitos, inclusive Zack e Cloud, protagonistas dos jogos.
SPOILER ALERT!
Em Crisis Core - Final Fantasy VII, Sephiroth é na maior parte do tempo recluso, mas em alguns momentos é possível ver que Sephiroth é simpatico e possuía fortes laços de amizade com Genesis e Angeal. Esses, que assim como Sephiroth, tambem foram projetos da Shinra, porem eles são imperfeitos. Genesis em certa parte atinge um grau de degradação de seu corpo e Angeal tem uma anomalia, que ele pode tanto absorver como passar seus genes para monstros com os quais ele tem contato. Perto do final do game, acontece o evento de Nibelheim, em que Sephiroth descobre ser um experimento e resolve se vingar da Shinra e do planeta, junto de sua "mãe" Jenova. Ele incendeia Nibel e mata muitas pessoas, incluindo o pai de Tifa. No reator Mako de Nibel, ele fere Tifa e Zack, mas toma um golpe pelas costas de Cloud. Sephiroth mesmo ferido machuca Cloud gravemente, mas ele consegue atirar Sephiroth no fundo do reator. Sephiroth então cai no lifestream, inconsciente, e la permanece por todo o tempo de Final Fantasy VII. O que é visto no decorrer do game, são partes de Jenova, sob a influência de Sephiroth, para fazer com que Cloud leve a black materia até Sephiroth que está "congelado" na cratera do norte, apenas esperando para conseguir sua vingança contra o planeta.
END OF SPOILERS!
Sephiroth é mestre em todas as magias e sua arma é uma katana enorme. Ele possui cabelos brancos e usa sempre um sobretudo preto. Sephiroth consegue ser um vilão muito carismatico, pois apesar de ele querer a destruição do mundo, é impossível não admirá-lo pelo seu jeito e suas habilidades.

Final Fantasy VII - PlayStation, PC - 1997

Esse é o meu game favorito, então vocês vão ter que aguentar eu falar muito bem do game.
Final Fantasy VII, lançado pela Square em 1997, foi o primeiro a ser feito em 3D. Até então, a Square fazia Final Fantasy's para a Nintendo (do I ao III para o NES, e do IV ao VI para o SNES). A Nintendo queria que a Square fizesse o FFVII para o Nintendo 64, porém, a Square detestava fazer games em cartuchos, que aquela altura estavam ficando ultrapassados. Então, ela abandonou o projeto no meio, e então assinou contrato com a Sony, para lançar FFVII para seu console, o PlayStation.
No começo, nenhum dos produtores do FFVII achavam o game tão extraordinário (e como estavam errados). O game foi lançado em 3 cds e com um tempo jogável de aproximadamente 60 horas (isso se você sabia o que fazer, senão, era mais demorado). O game contava com cgs, aquelas animações gráficas, até então inéditas em um FF. O game era totalmente em 3D, o que permitia que o game fosse ainda mais bonito.
A jogabilidade do game era semelhante a dos games anteriores, as batalhas eram por turnos e agora tinha uma novidade muito bacana, chamada de Limit Break. Era uma barra que enchia conforme o personagem fosse recebendo dano, e quando ela estava cheia, o personagem poderia soltar um golpe especial que dava mais dano. Também foram adicionadas as materias, que são pequenas esferas que contém o poder de magia. Cada matéria tinha diferentes magias, fazendo com o que personagem tivesse uma variedade de ataques mágicos para usar. Outra novidade no game, era em relação aos chocobos (aves que pareciam uma mistura de avestruz com galinha). Agora, você podia domesticá-los, e ter seus próprios chocobos. Os chocobos também são importantes para descobrir alguns itens raros no game.
O enredo do game conta a história de Cloud, um ex soldado de elite de uma companhia de energia chamada Shinra. A Shinra é a empresa mais rica do planeta e ela tira seu sustento de uma substância subterrânea chamada de Mako. O que ela finge não saber, é que o Mako é a força vital do planeta. Quanto mais Mako elas extraem, mais o planeta fica enfraquecido. Para constatar isso, basta olhar para a cidade de Midgar, a mais famosa do game. A terra em volta da cidade é seca e sem vida, totalmente escura.
O game começa quando Cloud se junta a um grupo rebelde que é contra a Shinra, o grupo AVALANCHE, liderador por Barret, o famoso cara da metralhadora giratória no braço. Junto a Tifa, sua amiga de infância, você tem o dever de deter a Shinra de destruir o planeta, sugando toda a força vital do planeta. Além disso, temos a presença de Sephiroth, um dos melhores vilões ja feitos, que quer vingança contra a Shinra e contra todo o planeta. É realmente muito dificil tentar contar a história de FFVII sem dar algum spoiler ou querer explicar demais.
Final Fantasy VII é considerado até hoje como o melhor Final Fantasy ja lançado e um dos melhores jogos RPG de todos os tempos. Se você nunca jogou, trate de jogar, pois é uma das experiências que eu considero obrigatórias.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Prince Of Persia: The Sands Of Time - PC, PS2, Xbox, GameCube - 2003

"Most people think that time is like a river, that flow swiftly sure in one direction. But I have seen the face of time and I can tell you...They are wrong! Time is an ocean in a storm. You may wonder who I am and why I say this. Sit down, and I will tell you a tale like none that you ever heard."
E é dessa forma épica que começa uma das melhores trilogias já feitas. A série Prince of Persia é uma das minhas favoritas e nada mais justo do que detalhar o porque.
Sands of Time começa com o rei Sharahman invadindo o palácio do marajá da índia, o qual conseguiu com sucesso com a ajuda do Vizier, que traiu seu próprio mestre. Durante a invasão, o Príncipe (que não tem nome) busca uma forma de agradar seu pai e trazer honra e glória para si. Ele então vai até a sala de tesouros do castelo e acha a adaga do tempo. Com ela, Prince consegue voltar no tempo.
Assim que a batalha termina, Prince volta até seu pai mostrando o item valioso que conseguiu. Vizier está junto e diz que quer sua parte do acordo, que era um dos tesouros que estavam na sala de tesouros (mais precisamente, a adaga e a ampulheta do tempo). Porém, os planos de Vizier vão por água a baixo, sendo que o rei permitiu que Prince ficasse com a adaga e a ampulheta seria dada como presente ao rei de Azad, para fortalecer a amizade entre os 2 reinos. Vizier busca imortalidade através da ampulheta de adaga, já que ele ja está velho e doente. Enquanto Sharahman está recolhendo os tesouros, ele diz ao guardas para pegarem alguns animais exóticos e fazerem de prisioneiras as mulheres sobreviventes, para dizer que ele é piedoso quando vitorioso. Nisso, a princesa Farah é capturada.
Poster do filme
Já em Azad, Sharahman entrega a ampulheta para o rei de Azad. Ele fica maravilhado com o brilho das areias do tempo e pergunta o porque delas brilharem tanto. Vizier ve nisso uma oportunidade e diz que eles poderiam ver melhor caso elas fossem liberadas. Ele diz que para abrir a ampulheta, era necessária a adaga, pois ela é a chave. Prince então abre a ampulheta e libera as areias do tempo, e é aí que as coisas vão pro buraco. Todas as pessoas que se encontravam no palácio são infectadas pelas areias e se tornam monstros de areia, menos Prince, Farah e Vizier, pois eles possuem itens que os protegem das areias (Prince tem a adaga, Farah um colar e Vizier possui um cajado).
Prince vê seus familiares e amigos se tornando monstros e o palácio caindo aos pedaços por causa da liberação das areias. Ele agora precisa chegar aonde está a ampulheta e fechar as areias do tempo para reparar seu erro. Durante a sua ida até a ampulheta, ele encontra Farah. Os dois não confiam um no outro no começo, mas começam a trabalhar juntos para conseguir consertar as coisas. Conforme o game avança, eles vão tendo sentimentos um pelo outro, se importando e se cuidando. Agora cabe aos dois conseguir consertar o erro e impedir Vizier de alcançar a imortalidade.
A jogabilidade do game é muito boa, responde bem e possui comandos relativamente simples. Prince pode escalar, pular, correr por paredes, se pendurar, atacar com espada e realizar mais um monte de parkours loucos. Os gráficos apesar de ultrapassados são muito bonitos, principalmente os cenários. As músicas em sua grande maioria tem influência persa e os sons são muito bons. A única coisa que chega a ser repetitiva e irritante no game é a progressão. É a mesma coisa o game inteiro: Tem uma parte de escaladas e parkour, algumas vezes um puzzle (quebra-cabeça) e em seguida são batalhas com monstros. Dai aparece um save point e começa tudo denovo. Isso chega a ser enjoante caso você jogue sem prestar atenção na história, pois é isso que segura o jogador até o final. E só pra ajudar, as batalhas não são tããããão legais assim, pois são inúmeros monstros para se matar em cada parte e eles não morrem apenas derrubando eles. Assim que eles caem, você tem que apertar um botão para que Prince use a adaga nele e sugue toda a areia do monstro. Isso dificulta muito no meio de uma batalha, pois na maioria das vezes em que você vai usar a adaga em um monstro, outro chega por trás e te ataca. Ai o que estava caído levanta e você tem que começar denovo. Isso é frustrante demais. Além disso, Farah também te ajuda nas batalhas com um arco e flecha. Ela consegue atordoar inimigos mais facilmente para que você possa derrubá-los e sugar a areia. Mas não pense que isso torna o game fácil, pois ela é burra feito uma porta. Ela atira flechas uma a cada minuto e ainda pode te acertar. Já me aconteceu de eu estar com um cisco de vida e só faltar um monstro para conseguir chegar ao save point. A mula ao invés de acertar o monstro, me acertou e eu estava sem o poder de voltar no tempo. Nem é preciso dizer a raiva que eu fiquei...
Prince conta com alguns poderes da adaga, como voltar no tempo, deixar ele lento ou até ficar super rápido para matar os montros. Esses poderes são desbloqueados ao longo do game e para serem usados, você gasta uma carga de sand tank. Ao longo do game, existem pontos em que você vai aumentando a capacidade de sand tanks da adaga. Além disso, durante os save points, Prince tem visões do que está prestes a acontecer com ele, para que ele possa evitar os males que possam ocorrer com ele. Existem também passagens secretas em que você encontra uma fonte misteriosa que aumenta sua barra de vida.
Sands of Time ainda conta com um filme de mesmo nome. Ele foi feito pela Disney com algumas alterações. Prince ganhou o nome de Dastan e ele tem 2 irmãos. Farah trocou de nome para Tamina. Mas embora as mudanças, o filme é uma excelente adaptação do game. Adaptações de games para o cinema em geral costumam ser um completo lixo (vide Resident Evil e Alone In The Dark que fugiram totalmente da história original) mas isso não acontece com Sands of Time. Se você gosta da série, deve ver o filme.
Enfim, Prince Of Persia Sands of Time é um excelente game e é apenas o primeiro de uma excelente trilogia. Se ele ja é bom, imagine os 2 games que seguem. Altamente recomendado.